quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tô boa não...

Tô chateada. Mais que isso, estou quase histérica. O que está se arrastando a 3 semanas, vai se arrastar um pouquinho mais: o meu acerto. Tem certo apenas no nome, porque agora tá bom é de chamar incerto. Estou com aquele gosto na boca de "Estou sendo enrolada...", sabe? Conversinha mansa pra cá, sorrisinho prá lá, amanhã te falo certinho prá acolá... E NADA!
Era ontem a resposta definitiva (estava tudo CERTO pra essa semana) e agora a resposta definitiva é SEMANA QUE VEM... Ontem me deu uma semi-crise-de-desespero-de-causa-seguida-de-muito-choro e parece que vi minha casinha voando pela janela. Chorei muito, fiquei muito triste e, quem me conhece, sabe como eu sou um tanto dura (leia-se pessoa seca e difícil de demonstrar os próprios sentimentos). Fiquei arrasada. Queria ir embora, chutar o balde, sabe? Mandar tudo pro alto. Mas aí meu marido conversou comigo, me lembrou que tenho 3 filhos (não, eu não tinha esquecido deles não) e pediu que eu ponderasse.
E aqui estou eu novamente, na empresa em que trabalho. Chorando a toa (nem eu tô me aguentando) e engolindo a enrolaçãozinha básica, que me parece uma forma cordial de dizer: "esquece isso, menina! Nem acerto nem desacerto".
Eu realmente sou uma criatura que não desespera com facilidade, apesar de ser afobada. Mas ontem e hoje, estou assim a flor da pele.
E a obra lá parada, mestre de obras de cima de mim, cobrando material pra trabalhar...
Tenho o dinheiro para a mão de obra dele, entendeu, mas para o material a coisa apertou, porque eu estava contando com este acerto, já que tudo estava definido, prometido, confirmado, aceito, jurado... Então, levando-se em conta que ficarei desempregada, não tenho como tirar o dinheiro da mão de obra e comprar material, senão eu coloco o empreiteiro em situação igual a que estou agora, e seu eu não estou gostando, imagina se ele vai gostar?
Meu patrão fala e refala, explica, pede calma, sorri, fala baixo, fala alto, se explica, desexplica, protesta, admite...
Não, não vou levá-lo na Justiça. Ingrata eu não sou não. Tomar prejuízo é melhor que se haver com a consciência. Mesmo porque, a culpa não é dele de estar sem o din-din. É uma boa pessoa, afinal, mas enrolado, isso ele é. Ele podia apenas não me enrolar, sabe. Falar abertamente, claramente.
Diz ele que vai resolver. Vou esperar. Bem, na verdade, não tenho outro remédio. Prisão sem muros...
Meu marido me disse que vai levar a obra com acerto ou sem acerto. Como ele é um homem de palavra e até hoje nunca me disse que faria algo e deixou de fazer (raro isso, não?) eu fiquei mais tranquila. Diz ele que, se for preciso, vai vender nossa Kombi (sim, temos uma Kombi, que está parada com defeito e que não vamos consertar agora por causa da obra. Mas isso é história para outro post. Depois eu conto).
Vamos ver.
Pronto! Falei! Desculpem-me, gente: puro desabafo. Estou me sentindo até melhor! Volto ao normal em breve. Não consigo ficar triste muito tempo, Graças a Deus. É só um freniquito passageiro de mulher.
Se Deus permitir, um outro post sobre o assunto vai ser para dar a excelente notícia de que agarrou sim, mas deu tudo certo!
Obrigada por me ouvirem!

2 comentários:

Ellen Daiane disse...

Oi, Janaina..é muito ruim quando a gente espera por algo que não acontece né..mas coloque nas mãos de Deus que tudo é posssível e ele logo acertará com vc..tenha fé...
bjoooos não esquenta estamos aqui para isso desabafar!!!
bjoos

JANE JOECI VICENTINI disse...

Oi, Janaina, realmente às vezes as coisas parecem que não andam, e é tão difícil ter de depender de outros, mas não desanima, se a porta se fechou, abra uma janela. Tenho certeza que tudo dará certo, tenha fé.